Nos dias que correm observam-se coisas fantásticas.

Comentadores na SIC com medo que o processo dos submarinos emerja no meio da sala de casa, com o periscópio fora da latitude, do longitude e do equador a destruir a mobília.
Subdiretores de jornais do norte a querem fazer política com as escolhas de candidatos dos partidos, quando silenciam a situação financeira da Câmara Municipal de Gaia e dão cobertura política, com o silêncio, aos responsáveis políticos, porque afinal encaixaram uma boa maquia em publicidade e afins.
Os de sempre, dos interesses instalados, com as adequadas narrativas à manutenção dos equilíbrios existentes, até que estes mudem e mudem também as suas narrativas de apoio aos novos detentores do poder. É preciso dizer e fazer tudo que possa ser do agrado da linha dominante, do poder em exercício e das grandes empresas que gastam milhares de euros em publicidade. É uma espécie de lei da selva. Um apuramento da espécie, ainda que no sentido regressivo.
Os preconceitos, as exigências, os escrutínios e as azias de geometria variável. Para uns tudo, para outros nada.
Os que pintam a realidade do país a partir da realidade dos corredores do poder, da alcatifa dos gabinetes ou das fontes com quem se relacionam. Esses acabam por elaborar uma conversa sem qualquer nexo com a vida das pessoas e a realidade dos partidos políticos. Quem nunca não sai de Lisboa ou sai acompanhado pelos de Lisboa (entendam-se os que frequentam os espaços das elites, os antros das cartas marcadas, os espaços políticos ou os circuitos do bitaite localizados na capital), arrisca-se a não compreender o país e a escrever quase sempre ao lado.
E depois, há o país real amargurado, sofrido, cansado e sem esperança, tal é a divergência entre as palavras ditas e as coisas feitas. O País está melhor para alguns e igual para outros tantos, mas para demasiados está bem pior. Portugal e a Europa precisam de um novo rumo.

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Se o disparate pagasse imposto, a maioria resolvia o problema da dívida.

A acefalia na sustentação do poder, a existir, tem de ter limites. O Dr. Montenegro, qual ministro da propaganda do Iraque, insiste em fazer o seu papel na ânsia da devida recompensa. Um mártir da narrativa deste calibre merece uma recompensa. Desta vez a pérola é “A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor”. Viver em círculo fechado, alheado da vida concreta dos portugueses dá nisto. E que bom seria que os disparates da maioria pagassem impostos. Resolviam num ápice a dívida pública e o défice.

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Portas sentiu-se como “oitavo marido de Zsa Zsa Gabor”

Bem me parecia que tanta propaganda do governo, com tanto evento, entrevistas e conferências só podiam acabar assim: em jeito de STAND-UP COMEDY.

Algumas das coisas que o primeiro ministro, o governo e os Montenegros da maioria dizem só mesmo à gargalhada. Parece que aterraram e vivem noutro planeta. E logo no dia em que o FMI deu tiro no porta-aviões.

A Fonte é a Wikipédia, mas
A REFERÊNCIA DE PORTAS É UMA ARTISTA DUVIDOSO…

O oitavo marido de Zsa Zsa Gabor, Prinz von Anhalt nasceu como Hans Robert Lichtenberg (outras fontes de Estado Hans-Georg Lichtenberg), em Bad Kreuznach , Alemanha . Ele é um dos cinco filhos do chefe de polícia de Frankfurt .

Em 1980, Lichtenberg foi adotado como um adulto de 36 anos de idade por Princesa Marie-Auguste de Anhalt (1898-1983), filha-de-lei do imperador alemão Wilhelm II . “Prinz von Anhalt” é o seu sobrenome, não um título, seguindo as leis contemporâneas alemãs sobre a nobreza do país. O primeiro marido de Marie Auguste era príncipe Joachim da Prússia , o filho mais novo do imperador alemão Wilhelm II. Príncipe Joachim cometeu suicídio em 1920, após quatro anos de casamento. Em 1926, ela casou-Michael Johannes Freiherr von Loen, de quem se divorciou em 1935.

Alguns relatos dizem que Prinz von Anhalt, um ex-massagista, afirma ser amigo do filho único da princesa Marie Auguste, o príncipe Karl Franz da Prússia (1916-1975), e que a mãe de luto adotou por bondade, dando lhe o nome de príncipe Frederic von Anhalt, duque da Saxônia. No entanto, a imprensa britânica indicam que a princesa Marie Auguste estava falido ea adoção foi uma transação comercial, supostamente planejado por Hans Hermann Weyer , um ex-vitrinista que se tornou o cônsul honorário da Bolívia no Luxemburgo. Weyer era conhecido por vender certificados de nobreza, doutorado de universidades fictícias e outras decorações espúrios em Alemanha na década de 1960.

Embora a princesa Marie-Auguste Frédéric adotado, a família ducal de Anhalt (a Casa de Ascania) nunca o reconheceu como sendo parte de sua linhagem. O site da Casa de Ascania afirma que as leis de adoção da Alemanha permitem adoções adultos quase sem condições, e no site enumera aqueles que são realmente descendentes da Casa de Ascania . Frédéric não está incluída.

Quando perguntado sobre o seu nome em 2010, Prinz von Anhalt explicou que ele era um amigo da família e muitas vezes tinha jogado futebol com o filho da princesa Marie-Auguste e disse que ela havia concordado em adotá-lo. Ele também disse: “.. Isso não quer dizer nada, é apenas um nome Depois de 1918, na Alemanha, realeza não existe mais”.

Zsa Zsa Gabor afirmou que, logo após seu casamento, ela chegou perto de arranjar adoção de Prinz von Anhalt por um membro não identificado da família real britânica .

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Tiro certeiro no Porta-Aviões

 

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Durou um dia o Porta-Aviões de Paulo Portas. O FMI enviou um torpedo certeiro na carapaça do Governo.

Falta saber se os submarinos ainda estão em jogo?

Será dia dos namorados? Não é a Direita a encenar….

Se a falta de vergonha não fosse uma marca do governo de Direita, ainda pensava que hoje era dia dos namorados. Bilhetinhos de Bruxelas da Ministra Maria Luís, mensagens em pombo correio do Primeiro Ministro, desde a SISAB e muitos outros suportes de propaganda para lançar a escada ao PS. O despudor desta gente, sem escrúpulos, tão depressa serve para mandar documentos para Bruxelas, sem conhecimento prévio do PS ou para nomear comissões para a reforma do IRS, como está assegurar que não volta a haver violência, que é preciso namorar. Havendo violência no namoro, o melhor é não passar daí. Até porque durante mais de dois anos não houve nem amor nem interesse. Acresce que a maioria PSD/CDS tem uma relação duradoura com a troika, com a Direita conservadora que impôs, até agora, o ritmo da Europa e que quer continuar com esta Europa que temos. Dia 25 de Maio, é tempo de começar a abanar o lenço do adeus.

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Flor de estufa?

A euforia do governo e da maioria PSD/CDS no regresso aos mercados contrasta com a desilusão dos Chico Espertos quando são confrontados com o seu histórico de participação política. O Porta Voz do PSD, Marco António Costa de seu nome, percorreu, percorre e percorrerá o país em discursos de circunstância, apregoando moralismo e exigência para os outros. Pois bem, não há vidro para tanto telhado.
O telhado da passagem pela Câmara Municipal de Valongo, onde foi Vice Presidente.
O telhado do Metro do Porto onde também participo nos swaps.
O telhado da Secretaria de Estado da Segurança Social onde se começaram a sentir os desequilíbrios das opções da austeridade custe o que custar.
E o telhado da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, onde esteve entre 2005 e 2011, como Vice Presidente com o pelouro da gestão financeira.
E quando se pergunta pelas suas responsabilidades políticas pelos 300 milhões de euros de dívidas, qual virgem ofendida ou flor de estufa, murcha de indignação.
Ataque pessoal é o que o governo do PSD/CDS tem feito aos funcionários públicos, aos reformados e aos pensionistas.
Semana difícil é o que têm os portugueses sem emprego, os que viram os apoios sociais serem cortados ou os que não têm o suficiente para viver com dignidade.
Definitivamente, esta gente acha que os portugueses são morcões.

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No país do Passos

ImageA crise está a forçar “um número crescente de famílias” a prescindir dos serviços de água e saneamento, o que “pode ser uma bomba-relógio” para a saúde das populações, alerta uma especialista das Nações Unidas.
No país real, de que o Passos não fala, há um número crescente de famílias sem dinheiro para pagar as contas da água e a, unilateralmente, pedirem a rescisão dos contratos às empresas fornecedoras.

Nesse mesmo país é cada vez maior o número de portugueses sujeitos a trabalho escravo.

Sim, já chegou a este nível.

Chegou ao ponto de se retirar a dignidade às pessoas. Sem dignidade toda a escravidão é possível.Mais um ano destas políticas e nenhuma dignidade restará ao português comum.

COM SENSO

A maioria PSD/CDS enche a boca de consenso, mas é tão desprovida de bom senso que até mete dó.
Com Senso, não tinham retirado de entre os critérios a ponderar, em caso de despedimento, as condições económicas e familiares, uma das reivindicações da UGT. Lá se foi o consenso.
Com Senso, não tinham perdoado quase 500 milhões de euros no perdão de 2013, ainda que tivessem a corda ao pescoço para cumprir a meta do défice acordada com a troika e diferente da inicial (3%), num momento em que impõem tantos sacrifícios aos portugueses e muitas das vezes instigam o fisco e a banca a serem inflexíveis na salvaguarda de postos de trabalho e de empresas.
Com Senso, o governo concentrava-se a resolver os problemas do país em vez de preparar mais cortes e apenas fazer oposição ao PS.
A obsessão do corte é tal que já há quem suspeite que, na sala das reuniões do conselho de ministros, os computadores foram substituídos por tesouras e facas de talho.

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A lata de Filipe Lobo D’Ávila vem de longe.

Houve um tempo em que o menino ainda não deputado e muito menos governante, deu conferências de imprensa do CDS nos Passos Perdidos da Assembleia da República. Convenhamos que é preciso ter LATA.
Houve um tempo em que o CDS era o partido dos pensionistas e agora só corta nas pensões e nas reformas. Ainda hoje o seu Ministro anunciou que quer alargar os cortes nas pensões de sobrevivência. Há cortes provisórios que afinal são definitivos. Convenhamos que não é irrevogável, mas é preciso ter LATA .
Houve um tempo em que o CDS era o partido da lavoura, em 2013 foi o ano com maior abandono dos campos e agora, com tantos estragos nos campos do Oeste, a sua Ministra eclipsou-se.
Houve um tempo em que o CDS defendia tudo e mais alguma coisa até tinha preocupações especiais com a restauração e a hotelaria e agora mantém o IVA a 23%
LATA E FALTA DE VERGONHA NÃO FALTA. E o agora deputado Filipe Lobo D’Ávila lá saiu do governo com um registo catastrófico na protecção civil e no combate aos incêndios florestais. Mais área ardida e 9 mortos.
António Galamba

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A Europa da Austeridade Custe o que Custar tomou o pequeno almoço.

A direita manda na Europa.
Manda no Conselho Europeu.
Manda na Comissão Europeia.
E tem a maioria no Parlamento Europeu.
Essa direita, com a chanceler alemã à cabeça, impôs um ritmo de austeridade cega aos povos e contou com a colaboração ativa e subserviente do PSD e do CDS. Alguns dos rostos dessa ideia de Europa, centrada na austeridade, estiveram reunidos ao pequeno almoço.
O Presidente do Partido Popular Europeu, o Vice Presidente do PSD, Marco António Costa e o Líder Parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, que contam com o alheamento dos portugueses das eleições de 25 de Maio, acertaram agulhas para uma estratégia em que a Europa e Portugal continuem a estar sujeitos à cegueira da austeridade, às leis dos mercados e dos sectores financeiros, às estritas lógicas nacionais e sem qualquer tentativa de melhorar a capacidade de resposta das instituições europeias aos problemas das pessoas, das comunidades e dos territórios.
A Europa do salve-se quem puder tomou o pequeno almoço, mas é evidente a falta de chá.

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