À custa dos portugueses

Nem depois de uma semana negra conseguem disfarçar a verdadeira prioridade, que não é mais do que uma convicção ideológica: cortar, cortar, cortar.

Os portugueses já sabem o significado de cumprimento de uma meta para este Governo.

Já adivinham que vêm aí mais cortes, aliás, que estão a ser cozinhados em pleno Conselho de Ministros.

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Vital Moreira foi informado um mês antes que não estaria na lista do PS para o PE

O Sol diz que Vital Moreira foi informado à ultima da hora que não iria na lista.
O blogue Rutura garante que Vital Moreira foi informado um mês antes!

Sugestão ao Sol: quando quiserem dar notícias perguntem a quem sabe. Quando quiserem fazer politiquice, como é o caso, assumam!

Bons indicadores para o País de Luís Montenegro,o que está melhor.

MASERATI REGRESSA A PORTUGAL

Depois de vários indicadores desgraçados eis um que é música para os ouvidos do governo, tão zurzidos pelos briefings informais das Finanças, ou de parte das Finanças. Um excelente indicador do milagre económico que dizem estar em curso.

Depois de vários anos afastada do mercado nacional, a marca de desportivos de luxo Maserati está de regresso a Portugal. O importador oficial é a Trident Portugal, uma empresa do Grupo F. Pimenta SGPS, que já detém também a representação de outras marcas automóveis, como a Aston Martin, a Jaguar, a Land Rover e a Lotus.
Numa primeira fase, a marca vai contar com dois pontos de venda e pós-venda, um em Lisboa, no Parque das Nações, na mesma área onde hoje se encontra a Jaguar Automóveis Lisboa, e outro no Porto, a Cibercar. O investimento inicial ronda o meio milhão de euros, que vão ser aplicados na preparação dos salões de exposição nas duas cidades, que deverão abrir nos próximos dois meses. As vendas, no entanto, já arrancaram com quatro pedidos firmes em poucos dias.

1. É um indicador da retoma económica embora direccionado para aqueles que nunca deixaram de tomar e portanto não precisam de retomar. Os detentores das maiores fortunas.
2. Questiona-se porque razão o governo não escolheu este segmento par sortear na fatura da sorte.

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Cortes temporários que duram para sempre

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Cortes nas pensões previstos para 2015 serão definitivos

Para quem gosta de surpresas e odeia monotonia não saberem qual vai ser a reforma do mês seguinte vai ser uma alegria.

Após as eleições para o Parlamento Europeu vamos conhecer a agenda escondida do PSD mas não precisamos ter uma bola de cristal para saber que vão haver cortes e mais cortes. Temporários, claro! 

Vamos lá ver se nos entendemos, há amores eternos que chegam a durar uns meses e cortes temporários que duram para sempre? É isso, não é?

 

 

 

A cimeira mais curta do mundo

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Uma hora e meia de Cimeira e nem se conseguiu fazer uma declaração conjunta. 

O que foi fazer o Governo a Moçambique?

É assim que tratamos os nossos parceiros estratégicos da CPLP?

Rangel, magro de ideias

E agora? Isto já é descolar?

PORTUGAL

Party Group Latest Poll(s) % Our prediction
03.03.2014 / 07.03.2014 % Seats
PortugalPartido Socialista

S&D

38% 43% 10
PortugalPartido Social Democrata-Centro Democrático Social

EPP

37% 33% 8
PortugalColigação Democrática Unitária

GUE-NGL

10% 9.3% 2
PortugalBloco de Esquerda

GUE-NGL

5.3% 4.7% 1

NOTE

– See more at: http://www.pollwatch2014.eu/#country

País do Passos com maior fosso entre ricos e pobres

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Portugal com maior fosso entre ricos e pobres

Aqui está a razão pela qual a austeridade e empobrecimento serem o desígnio deste governo. É que para haver mais ricos é preciso haver mais pobres.

As estatísticas dizem ainda que cerca de um milhão de pessoas vivem em privação material severa, incapaz de fazer coisas como pagar a renda da casa, despesas corresntes ou aquecer a casa. 10,9% dos portugueses vivia assim em 2013, mais 2,3% do que no ano anterior.

Em caso de fome? Comam os Audis, como dizia ontem uma sra desesperada.

E o Passos continua a dizer que por cá está tudo bem.

 

Passos cumpre: mais uma vez o dito por não dito

O Primeiro-Ministro (PM) veio hoje com lágrimas de crocodilo dizer que “Teremos de proteger e elevar os rendimentos mais baixos dos portugueses que não podem dispensar os apoios sociais. Teremos de reduzir as desigualdades e as injustiças sociais”. 

Hoje, face às inúmeras notícias sobre o impressionante aumento da pobreza e das desigualdades, o PM tenta humanizar a linguagem e mostrar-se preocupado. Mas os portugueses têm memória. Ainda no passado dia 19 de Março desmentia que houvesse aumento de desigualdades quando confrontado com o  facto pelo Secretário-Geral do Partido Socialista.

E está mesmo no site do governo – http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/primeiro-ministro/mantenha-se-atualizado/20140319-pm-debate-quinzenal.aspx:

«As conclusões demonstram que os 10% dos portugueses com menores rendimentos após o período de consolidação estão em melhor situação do que no período pré-crise». «Também o coeficiente de Gini se encurtou no mesmo período, significando que houve uma correção – ainda que ligeira – das desigualdades».

«Isto significa que houve uma preocupação muito grande deste Governo, face à progressividade dos esforços pedidos aos portugueses, o que é visível: o último escalão de rendimento fez, no final, o dobro do esforço do primeiro escalão», afirmou Pedro Passos Coelho, acrescentando: «O Governo, apesar da tarefa árdua que teve de concretizar, de reduzir o défice público, procurou fazê-lo com sensibilidade social».

Ainda na linha da desfaçatez e da falta de vergonha, o PM esta manhã afirmou que “o objetivo de proteção e de aumento real dos salários mais baixos foi conseguido“.

Pensa que engana quem? Então não foi este PM que defendeu a necessidade de empobrecer? Não foi este o PM que defendeu que Portugal tinha que ganhar competitividade pela redução do custo de trabalho? Não foi este o PM que, contrariando todos os parceiros sociais, se opôs ao aumento do Salário Mínimo Nacional?

Se este Governo alguma coisa fez foi reduzir o rendimento dos portugueses (nomeadamente pelo aumento brutal de impostos), foi reduzir os apoios sociais (veja-se o subsidio de desemprego), foi provocar uma recessão severíssima (obrigando, nomeadamente, à emigração), foi pressionar os trabalhadores a conformarem-se com a precariedade e com salários baixos (ex: flexibilização das leis laborais).

 

A solução europeia para a crise

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As declarações do Presidente da CES, Silva Peneda, são muito relevantes. 

Tal como a oposição vem afirmando, em particular o Partido Socialista e o seu Secretário-Geral, desde finais de 2011, é necessária uma solução europeia para as dívidas públicas. A União Económica e Monetária é incompleta e tem beneficiado alguns países como a Alemanha. Nesta discussão o governo aparece completamente isolado e a sua posição tem impedido que Portugal tenha uma voz firme nos debates europeus.

Silva Peneda afirma também que se deveria aproveitar a campanha das eleições europeias de 25 de Maio para discutir estas grandes questões. Qual é a posição do PSD e do CDS? Como temos vindo a perceber desde 2011 o Governo não tem qualquer visão sobre a Europa. Adoptou uma posição seguidista culpando e castigando os portugueses pela crise. A posição do PS e de é clara como se comprova no artigo de Francisco Assis.

Tivesse o Governo adoptado as propostas que o PS vem assumindo desde finais de 2011 e provavelmente a questão da renegociação da dívida não estaria a ser colocada.

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