Do jornalismo incompetente ou da desvirtuação consciente

A forma como a SIC acompanhou a Convenção Um Novo Rumo para Portugal merece, para qualquer pessoa que esteve na antiga FIL, um veemente protesto. Porquê?

Foi um dia político forte do Partido Socialista. Começou com a assinatura de um acordo com a Renovação Comunista. Carlos Brito, o histórico comunista, dá apoio à candidatura do PS às eleições ao Parlamento Europeu. António Capucho, histórico social-democrata e figura de referência do PSD, ao lado de Francisco Assis, referiu que votará no PS nas eleições de 25 de Maio. Na Convenção tivemos Joana Amaral Dias, ex-deputada do Bloco de Esquerda, com um discurso de unidade para derrotar Passos Coelho.

Na Convenção Um Novo Rumo para Portugal, o Partido Socialista trouxe independentes que se se foram associando ao movimento durante os últimos 4 meses. Na Convenção falaram o Professor Carlos Farinha Rodrigues, um dos maiores especialistas portugueses em Segurança Social e Desigualdades, Professor Jorge Novais, reconhecido constitucionalista, Manuel Caldeira Cabral, economista da Universidade do Minho, o Presidente do CRUP, o reitor António Rendas, a professora Maria João Rodrigues, consultora na União Europeia, entre outros. Lídia Sequeira, economista, o Professor Sampaio da Nóvoa, reitor honorário da Universidade de Lisboa ou o embaixador Francisco Seixas da Costa, foram mais nomes que apoiaram desde o início este movimento. Jorge Sampaio associou-se ao Novo Rumo elogiando a capacidade do Partido Socialista em congregar independentes de elevada qualidade com o melhor que o partido tem. 

Durante a Convenção o Partido Socialista, na voz do seu Secretário-Geral, apresenta um Contrato de Confiança, as traves-mestras do seu futuro programa de Governo. Os eixos deste contrato de confiança vão desde prioridades à reindustrialização e crescimento económico, à criação de emprego, ao combate à evasão fiscal, ao compromisso socialista com o Estado Social e a sua sustentabilidade, à disciplina orçamental e à nova agenda para a Europa.

O PS reafirma que só se compromete com o que pode cumprir. O PS afirma que não aumenta a carga fiscal. O PS afirma que vai revogar a “TSU dos pensionistas”, porque os cortes retroactivos de pensões são uma injustiça e um erro económico. E António José Seguro deu vários exemplos concretos de como compensar esta despesa de 0,2% do PIB (sim, este drama que o Governo impôs aos pensionistas vale 0,2% do PIB!). O PS reafirmou o seu compromisso com a disciplina orçamental (não confundir com estratégia orçamental do Governo)

Já no que respeita ao combate à evasão fiscal o compromisso foi que parte da receita aplicada seja aplicada na redução do IRS. A SIC faz a peça insinuando a promessa simplista de que o PS vai baixar o IRS. São coisas bem diferentes. Ou é jornalismo incompetente, jornalismo enviesado ou é vontade de ferir o PS.

Não é o PS que tem feito propostas eleitoralistas (nem zigzags como os que o Governo protagonizou com o salário mínimo, o IRS, a função pública, o encerramento das repartições de finanças, as leis do mercado de trabalho etc). O que o PS  fez ontem foi uma demonstração de que as propostas que apresentam têm coerência, são bem fundamentadas e têm o apoio das pessoas mais competentes nas diversas áreas.

Bem sabemos que pode ser um pouco demais para um “Big Show Sic”.

Os jornalistas da SIC ora expõem as suas dúvidas (se é que um jornalista deve ter dúvidas) sobre a capacidade do PS em ser alternativa, ora quando o PS traz protagonistas e um programa com propostas e ideias muito concretas (no tempo certo) os jornalistas descredibilizam. Decidam-se!

O que a SIC mostra é um ataque sem quartel às propostas do Partido Socialista e um desvirtuamento àquilo que se passou na Convenção. O PS hoje consegue ser a única força política portuguesa agregadora dos mais diversos sectores da sociedade portuguesa, consegue trazer os melhores do país nas mais diversas áreas, consegue realizar um evento com uma demonstração de unidade e força dos socialistas. E o que a SIC tem para mostrar aos portugueses?

É incapacidade para fazer jornalismo sério ou é uma agenda clara para descredibilizar o Partido Socialista? Está na hora de alguém vir a público explicar esta atitude. Não acredito que uma personalidade como Francisco Pinto Balsemão se meta numa façanha de maltrato consciente do Partido Socialista. Mas há que dizer basta a este processo de transfiguração e desvirtuamento consciente a tudo o que o PS propõe e tudo o que o PS realiza.

Anúncios

One thought on “Do jornalismo incompetente ou da desvirtuação consciente

  1. A SIC abastarda o jornalismo, ou não fosse Pinto Balsemão um dos grandes da Bilderberg como é do conhecimento público. Assim sendo, a SIC e seus mídia satélites, são os defensores dos interesses capitalistas e tentam por todos os meios influenciar as populações, subvertendo a informação. Infelizmente a SIC a nível nacional alcançou um estatuto de credibilidade que não tem, mercê do desvirtualismo que faz da informação.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: