Incompetentes e sem imaginação

pireslima

Pires de Lima na altura que era um empresário à procura do cargo de Ministro da Economia dizia que era necessário rever a Constituição através de um “consenso forçado pela troika“. Como transcreve Rui Peres Jorge no seu livro:

“Eu não sei se PSD e CDS devem assumir a responsabilidade de continuar a governar se tudo aquilo que é preciso fazer em Portugal para relançar a economia e controlar a despesa pública for impossibilitado pela Constituição da República Portuguesa”.

Se ele o dizia..

JV

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Afinal a última avaliação não teve sucesso

O Presidente da República também foi enganado pelo Governo.

Ainda há 2 dias o Presidente tinha dito que Portugal tinha concluído o processo com sucesso e agora sabe-se que deu…chumbo

http://economico.sapo.pt/noticias/programa-da-troika-termina-com-um-chumbo_195413.html

Em que ficamos?

O Presidente continuará calado?

Que o tempo lhes seja favorável e parem longe

moliceiro

Que o vento lhes seja favorável…e que parem longe.

Do jornalismo incompetente ou da desvirtuação consciente

A forma como a SIC acompanhou a Convenção Um Novo Rumo para Portugal merece, para qualquer pessoa que esteve na antiga FIL, um veemente protesto. Porquê?

Foi um dia político forte do Partido Socialista. Começou com a assinatura de um acordo com a Renovação Comunista. Carlos Brito, o histórico comunista, dá apoio à candidatura do PS às eleições ao Parlamento Europeu. António Capucho, histórico social-democrata e figura de referência do PSD, ao lado de Francisco Assis, referiu que votará no PS nas eleições de 25 de Maio. Na Convenção tivemos Joana Amaral Dias, ex-deputada do Bloco de Esquerda, com um discurso de unidade para derrotar Passos Coelho.

Na Convenção Um Novo Rumo para Portugal, o Partido Socialista trouxe independentes que se se foram associando ao movimento durante os últimos 4 meses. Na Convenção falaram o Professor Carlos Farinha Rodrigues, um dos maiores especialistas portugueses em Segurança Social e Desigualdades, Professor Jorge Novais, reconhecido constitucionalista, Manuel Caldeira Cabral, economista da Universidade do Minho, o Presidente do CRUP, o reitor António Rendas, a professora Maria João Rodrigues, consultora na União Europeia, entre outros. Lídia Sequeira, economista, o Professor Sampaio da Nóvoa, reitor honorário da Universidade de Lisboa ou o embaixador Francisco Seixas da Costa, foram mais nomes que apoiaram desde o início este movimento. Jorge Sampaio associou-se ao Novo Rumo elogiando a capacidade do Partido Socialista em congregar independentes de elevada qualidade com o melhor que o partido tem. 

Durante a Convenção o Partido Socialista, na voz do seu Secretário-Geral, apresenta um Contrato de Confiança, as traves-mestras do seu futuro programa de Governo. Os eixos deste contrato de confiança vão desde prioridades à reindustrialização e crescimento económico, à criação de emprego, ao combate à evasão fiscal, ao compromisso socialista com o Estado Social e a sua sustentabilidade, à disciplina orçamental e à nova agenda para a Europa.

O PS reafirma que só se compromete com o que pode cumprir. O PS afirma que não aumenta a carga fiscal. O PS afirma que vai revogar a “TSU dos pensionistas”, porque os cortes retroactivos de pensões são uma injustiça e um erro económico. E António José Seguro deu vários exemplos concretos de como compensar esta despesa de 0,2% do PIB (sim, este drama que o Governo impôs aos pensionistas vale 0,2% do PIB!). O PS reafirmou o seu compromisso com a disciplina orçamental (não confundir com estratégia orçamental do Governo)

Já no que respeita ao combate à evasão fiscal o compromisso foi que parte da receita aplicada seja aplicada na redução do IRS. A SIC faz a peça insinuando a promessa simplista de que o PS vai baixar o IRS. São coisas bem diferentes. Ou é jornalismo incompetente, jornalismo enviesado ou é vontade de ferir o PS.

Não é o PS que tem feito propostas eleitoralistas (nem zigzags como os que o Governo protagonizou com o salário mínimo, o IRS, a função pública, o encerramento das repartições de finanças, as leis do mercado de trabalho etc). O que o PS  fez ontem foi uma demonstração de que as propostas que apresentam têm coerência, são bem fundamentadas e têm o apoio das pessoas mais competentes nas diversas áreas.

Bem sabemos que pode ser um pouco demais para um “Big Show Sic”.

Os jornalistas da SIC ora expõem as suas dúvidas (se é que um jornalista deve ter dúvidas) sobre a capacidade do PS em ser alternativa, ora quando o PS traz protagonistas e um programa com propostas e ideias muito concretas (no tempo certo) os jornalistas descredibilizam. Decidam-se!

O que a SIC mostra é um ataque sem quartel às propostas do Partido Socialista e um desvirtuamento àquilo que se passou na Convenção. O PS hoje consegue ser a única força política portuguesa agregadora dos mais diversos sectores da sociedade portuguesa, consegue trazer os melhores do país nas mais diversas áreas, consegue realizar um evento com uma demonstração de unidade e força dos socialistas. E o que a SIC tem para mostrar aos portugueses?

É incapacidade para fazer jornalismo sério ou é uma agenda clara para descredibilizar o Partido Socialista? Está na hora de alguém vir a público explicar esta atitude. Não acredito que uma personalidade como Francisco Pinto Balsemão se meta numa façanha de maltrato consciente do Partido Socialista. Mas há que dizer basta a este processo de transfiguração e desvirtuamento consciente a tudo o que o PS propõe e tudo o que o PS realiza.

Dia 17 de Maio: fazer oposição à oposição

O Governo convocou um Conselho de Ministros no dia 17 de Maio.

Em primeiro lugar, o Governo diz que não fez o Conselho de Ministros de hoje no dia 17 porque estaremos em campanha eleitoral. Não querem interferir com a campanha mas irão fazer mais uma operação de propaganda.

Em segundo, o Governo está a fazer oposição à Oposição. Nesse mesmo dia o Partido Socialista (marcado desde Janeiro) terá um grande momento com a Convenção “Um Novo Rumo para Portugal”, onde irá apresentar o seu Contrato de Confiança aos portugueses.

Dia 17 de Maio teremos o Governo da desconfiança de um lado e o Contrato da Confiança por outro.

O que é “trabalhar de perto”?

Segundo a Lusa, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, elogiou hoje “a posição forte” de Portugal para completar a consolidação orçamental e garantiu que o Fundo vai “trabalhar de perto” com as autoridades portuguesas para ultrapassar “os problemas que permanecem”.

Não sabemos o que o FMI e o Governo entendem por “trabalhar de perto” mas, de imediato, surgiram notícias a dar conta da necessidade de Portugal assinar um “mini memorando de entendimento”:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/ajuda_externa/saida_da_troika/detalhe/fmi_exige_mini_memorando_a_portugal.html

Será que, apesar do que o Primeiro Ministro acabou de dizer, vai mesmo ser assinado um novo Memorando de Entendimento?

Será que, ao contrário do que o Governo diz, há compromissos para novas condicionalidades?

O Governo é um fingidor

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Hoje, o Secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, cita Fernando Pessoa no “Público” para dizer que “a política partidária é a arte de dizer a mesma coisa de duas maneiras diferentes”. Pelos vistos, Pessoa é de leitura obrigatória no Governo, e o primeiro-ministro é do clube de fãs. Ora vejamos dos múltiplos exemplos da arte, a propósito da requalificação/libertação dos funcionários públicos:

28 julho 2013 (Festa de Verão do PSD) – “As pessoas que faziam aquilo que era menos importante têm de fazer outras coisas mais importantes. Se não for preciso tanta gente para fazer isso, essas pessoas têm de ir fazer alguma coisa para outro lado, não pode o Estado estar a pagar-lhes eternamente para fazer o que não é preciso.”

06 abril 2014 (entrevista à SIC)– “Tudo é importante para que o Estado possa gastar menos e com isso libertar os cidadãos para outro tipo de despesa (…) Não se trata de despedimentos, porque como sabe não há despedimentos na FP. Entre rescisões e contratos que iam ser renovados e não foram, conseguiram-se importantes poupanças”.

Stand-Up Comedy Festival

Os italianos, os gregos e os espanhóis são umas lesmas e uns preguiçosos. Nós somos os maiores.

Esta segunda-feira pós-Páscoa está a ser um autêntico festival de stand-up comedy.

E quem proferiu tais declarações?  O inefável vice-primeiro-ministro.

 

 

Passês traduzido

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Diz o PM que em 2016 provavelmente desonerará os portugueses. Disse também que o OE2015 não terá alívio da carga fiscal.

Guardem estas palavras.

Não terá alívio em Passês quer dizer mais cortes.  Desonerará os portugueses, em Passês, quer dizer campanha eleitoral. Obviamente, não concretizou qualquer medida sobre como aliviará os portugueses.

Mas Passos Coelho sem qualquer maçadoria encontrou a solução. Realmente, em 2016 estaremos melhor e os portugueses serão desonerados porque ele já não vai lá estar.

O governo liberal campeão dos impostos e que sobrecarrega os cidadãos

Portugal foi o país da OCDE a carga fiscal mais subiu e já atinge 41,4%.

Mais de 40% do salário bruto de um português, a ganhar um valor médio de ordenado, fica retido sob forma de impostos ou contribuições para a segurança social, quer sejam pagos pelo próprio trabalhador, quer sejam pagos pela entidade patronal. Portugal foi o país onde a componente de impostos sobre o custo de trabalho mais subiu de todos os países da OCDE. Teve um aumento, em 2013, de 3,54 pontos percentuais, quando o crescimento médio dos países da OCDE não ultrapassou os 0,2 pontos

O aumento dos impostos registados em 2013 deve-se em grande medida à sobretaxa do IRS. 41,4% é, pois, uma marca dos sacrifícios que são impostos aos portugueses mas também uma das razões pelos quais a economia está como está.

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