Abram o champanhe: Portugal com 3.ª taxa de desemprego mais alta da OCDE

Image

Portugal com 3.ª taxa de desemprego mais alta da OCDE

Festejar o empobrecimento dos portugueses, assim vai o país.

Anúncios

Carta ao mentiroso Pedro

Senhor Primeiro Ministro,

ontem quando o ouvi fiquei um pouco perdida nos seus chavões e frases feitas. Falou para os portugueses mas referiu-se sempre a um país das maravilhas que não é Portugal. Confesso que uma das minhas partes preferidas foi quando referiu que o seu governo tomou uma decisão [“Depois de uma profunda ponderação de todos os prós e contras, concluímos que esta é a escolha certa na altura certa”] quando é do conhecimento geral de que foi uma decisão da Europa. Sabemos até que a decisão de uma saída do programa de assistência económica e financeira sem recurso a linha cautelar foi tomada pela Alemanha.

Que o senhor deve muito à sinceridade já sabemos mas um discurso tão deslocado da realidade parece-me exagerado… até para si. O rasto de destruição que deixou não cola com o seu discurso.

Já que me está a ler quer-me explicar o  conteúdo da Carta de Compromisso Extensiva? Não me dá muito jeito ter que esperar para depois das eleições europeias para conhecer as negociações com o FMI.

A Maria que está desempregada, que viu o filho e o marido serem obrigados a emigrar e que tem a mãe a morar lá em casa porque os cortes às gorduras passaram pelos pensionistas pede-me que lhe dê um recado: as pessoas estão piores e limpa só está a conta bancária dela.

Vá e mande saudades, que cá não deixa nenhumas.

Despeço-me sem estima nem consideração

Isabel

 

Este governo sendo igual a si próprio

Que se lixe Portugal, o que interessa são as eleições

ImageHá uns meses, durante um jantar do grupo parlamentar do PSD, Passos Coelho declarou: Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal.

Agora, tal como é seu hábito, mudou de ideias: Governo lança vaga de obras a tempo das eleições legislativas.

Que se lixe Portugal, o que interessa são as eleições.

A austeridade e as novas oportunidades

Segundo um estudo publicado hoje conclui-se que mais de 30% dos sem-abrigo de Lisboa estão na rua há menos de um ano. Entre os novos sem-abrigo 5% são licenciados e um terço concluiu o ensino secundário.

A política de austeridade deste governo é um poço de novas oportunidades.

O contínuo desviar de atenções

Imagem

Há muito que este Governo assobia para o lado ou tenta desviar as atenções da opinião pública. Quando não têm muito a dizer aos portugueses ou querem desviar as atenções lançam um comunicado

Marco António quer rigor nas contas. Pois, não sei porque continua a bater na tecla. Sobre contas públicas e Marco António Costa as coisas deviam estar sempre conversadas à partida. É que ter Gaia (com Menezes) no CV é demolidor.

E por falar em gente séria

Da hipocrisia e incoerência

Os portugueses já se habituaram ao género, mas ontem no Parlamento deu-se mais uma jornada de hipocrisia pura.O Primeiro-Ministro afirmara, com a boca cheia, que a co-adopção seria uma questão de consciência e que daria liberdade de voto aos deputados do seu partido. Mas na realidade vimos uma bancada laranja agrilhoada com a obrigatoriedade do voto.

Para aumentarem os graus de coerência, já decrépita, não bastava a estes liberais de cartilha aumentarem impostos contra a sua ideologia, não bastava atirarem foguetes de ações do Governo nas tímidas estatísticas positivas (então não se deve atirar foguetes à iniciativa privada e às empresas?). Agora veio a coerência da liberdade de voto, que afinal não o era. E ainda mais interessante: a direita portuguesa defende ferozmente a demoracia directa em detrimento da democracia representativa (Rousseau ficaria com ar de espanto!). Deve ser a única na Europa.

Mas fica a questão que põe a nu a hipocrisia. Será que uma das mais indefectíveis apoiantes da orientação política deste Governo, Teresa Leal Coelho, a Vice-Presidente da bancada se demitiu por questões de orientação política? Não creio.

E este espectáculo triste para quê? Por um jogatana política de calendário ou a velha tática “areia para os olhos”. De fato, fazer uma discussão séria no parlamento ou na sociedade portuguesa sobre a co-adopção não interessará muito à parideira de imbecilidades que é a JSD. Está a funcionar como braço armado para gastar assunto nos jornais e televisões e desviar a atenção dos portugueses.

Create a free website or blog at WordPress.com.